Carlos Careqa e Ravi Brasileiro lançam 61 91, single e clipe que cruzam gerações com produção de Victória Ruiz e direção de Oruê Brasileiro.

Separados por 30 anos — Careqa nascido em 1961, Ravi em 1991 — os artistas transformam a própria diferença geracional em matéria-prima criativa. O encontro aconteceu no Teatro do Paiol e, da curiosidade sobre signos e idades, nasceu a ideia de uma canção que atravessa tempos, questiona permanências e provoca reflexões sobre existir, criar e permanecer. A primeira versão, em compasso 7/4, era ousada e desafiadora. Com o tempo, o diálogo amadureceu até chegar à produção assinada por Victória Ruiz, que incorporou texturas, ruídos e até uma falha técnica do Quad Cortex recém-adquirido por Ravi como parte da estética final.
61 91 também inaugura caminhos dentro do projeto 7por2 e ganhou novas camadas ao explorar territórios entre o orgânico e o eletrônico. A cultura ballroom, referência presente na vivência de Victória, atravessa a sonoridade, enquanto a letra ecoa paradoxos: quem está “fazendo hora extra” no mundo? Quem nunca poderia partir? Para Careqa, figuras como Hermeto Pascoal simbolizam essa permanência viva. A canção equilibra densidade e leveza, humor sutil e profundidade, convidando o público a ocupar esse espaço onde passado, presente e futuro deixam de ser fronteiras fixas.
No clipe, a direção de Oruê Brasileiro e a fotografia de Fernanda Simões expandem essa travessia temporal com imagens minimalistas e simbólicas. Luz e gesto constroem uma narrativa imagética que mistura teatro, dança e experimentação, incluindo o uso de inteligência artificial como extensão estética — não como substituição, mas como ferramenta de tensão e deslocamento. 61 91 ecoa como uma obra fora do tempo, aberta a múltiplas leituras e sem respostas definitivas.
A música tem composição e voz de Ravi Brasileiro e Carlos Careqa, baixo de Victor Vieira, percussão de Téo Ruiz, mixagem e masterização de Edson Borth, gravada no estúdio Who Is. O clipe reúne roteiro de Giulia Dorneles, direção de arte de Ju Choma, montagem de Luís Eduardo Paris e Giulia Dorneles, com realização de Odara Filmes e Sinergiza Cultura e Desenvolvimento, além de uma ampla equipe técnica que dá forma a essa dança entre gerações.
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