Ouça o audiobook de 1984, clássico de George Orwell

O pesadelo satírico de um mundo totalitário e burocrático em 1984, romance distópico do escritor inglês George Orwell.

Traduzido em mais de sessenta países, 1984 já virou minissérie, filmes, quadrinhos, mangás, ópera, e voltou a se destacar na mídia em 1999, quando uma produtora holandesa batizou seu reality show de Big Brother inspirado na obra. O livro que apresenta um longínquo futuro distópico distante, lançado em 1949, sempre é lembrado, citado e referenciado, não apenas por sua extrema relevância e influência cultural, mas também por suas crescentes semelhanças com nosso presente.

O trabalho de Winston, protagonista de 1984, é reescrever artigos de jornais do passado, destruir documentos, e falsificar imagens, de modo que o registro histórico sempre apoie a ideologia do governo ditatorial. Winston é um trabalhador diligente e habilidoso, mas odeia secretamente suas lideranças e sonha com a rebelião contra o Grande Irmão.

1984 é o nono e último livro de Orwell, considerado seu trabalho mais importante. Sua influência ultrapassa as barreiras da literatura e da ficção científica. Em 1974, David Bowie lançou o álbum Diamond Dogs, inspirado no romance, que inclui faixas como 1984 e Big Brother. O Radiohead também usou a obra como inspiração em 2 + 2 = 5, de seu álbum de 2003, Hail to the Thief. Em novembro de 2012, o governo dos Estados Unidos argumentou perante a Suprema Corte dos EUA que poderia continuar a utilizar o rastreamento de indivíduos por meio de GPS sem solicitar mandado judicial. Em resposta, o juiz Stephen Breyer questionou o significado disso para uma sociedade democrática: “Se você ganhar este caso, então não há nada que impeça a polícia ou o governo de monitorar 24 horas por dia o movimento público de todos os cidadãos dos Estados Unidos. Então, se você vencer, de repente produzirá o que parece ser 1984. O livro aborda a invasão de privacidade e a vigilância onipresente. Em 2013, foi divulgado que a NSA tem monitorizado e armazenado secretamente o tráfego global da internet, incluindo a recolha de dados em massa de e-mails e chamadas telefônicas, o que fez as vendas do livro aumentarem até sete vezes na primeira semana após o fato vir a público. 1984 novamente liderou as paradas de vendas da Amazon em 2017, após uma polêmica envolvendo Kellyanne Conway, conselheira do presidente norte-americano Donald Trump, usar a frase “fatos alternativos” para explicar discrepâncias com a mídia.

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