Espetáculo É Preciso Estar Atento e Forte celebra 50 anos de Tropicália!

O Grupo de MPB da UFPR apresenta É Preciso Estar Atento e Forte, espetáculo em comemoração aos 50 anos do movimento Tropicália! As apresentações acontecem no Teatro da Reitoria, nos dias 16,17, 18 e 19 de novembro! Entrada Gratuita!

Em 2017, completam-se 50 anos dos festivais da Record em que Caetano e Gil cantaram, respectivamente, Alegria, Alegria e Domingo no Parque, canções que passariam a representar um marco dentro da história da música brasileira. O quê fez delas um marco, talvez, seja a complexidade proposta na construção estética de tais músicas, as quais retomavam as incorporações da arte modernista que a Bossa Nova havia iniciado na década de 50, renovando, assim, a música popular brasileira. Com elementos experimentais e tecnológicos como guitarras elétricas, sintetizadores e efeitos sonoros inusitados, começava a tomar forma um movimento chamado de Tropicalismo, ou como preferia Caetano, Tropicália: perfeita mistura brasileira de elementos tradicionais e modernos, nacionais e estrangeiros; a síntese contraditória de um país em rápido desenvolvimento e, ao mesmo tempo, repleto de desigualdades.

O movimento almejava justamente a libertação estética como parte de uma revolução cultural maior. A influência da música estrangeira estava presente através da inclusão da guitarra e do baixo elétrico, buscando revisitar o hibridismo que é um dos fatores determinantes da identidade cultural brasileira. Sob um prisma maior, o movimento ultrapassava os limites musicais, tendo início nas artes plásticas e síntese a partir das músicas de Gil, Caetano, Tom Zé, Os Mutantes e outros importantes personagens, como Rogério Duarte e Glauber Rocha.

O GMPB é um dos grupos artísticos ligados a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Paraná. O grupo iniciou suas atividades no ano de 1994, quando a maestrina Doriane Rossi identificou a vontade de alguns dos integrantes do coro erudito em cantar música popular brasileira. A partir de então, o grupo começou a se reunir e tomar forma, nascendo então, o Grupo de MPB da UFPR.

Hoje, com 23 anos de existência, mais de 40 espetáculos produzidos, inúmeros arranjos criados e a participação de centenas de artistas, o GMPB se destaca pela construção de uma linguagem própria ao unir elementos cênicos à formação coral, criando, assim, espetáculos viscerais capazes de atingir todos os públicos e movimentar a cultural local, tanto ao democratizar o acesso a um produto artístico de qualidade quanto ao incentivar o desenvolvimento pessoal de todos os agentes culturais, que fazem e fizeram parte desta família.

O espetáculo apresenta um recorte histórico que vai da produção musical da década de 60, como a Bossa Nova e a Jovem Guarda, passando pelas composições que efetivamente fizeram parte da Tropicália, até às reverberações que o movimento gerou na música popular brasileira. Para a temporada de 2017, Liberdade é a palavra que define o Grupo de MPB da UFPR e dá o tom nosso do show. Nas relações entre cantores, músicos e colaboradores, há a confiança de quem se doa porque será recebido de braços abertos. Para além da liberdade estética, ao que se propunha originalmente a Tropicália, é a liberdade de um processo criativo horizontal e autogestionado que está sendo construída. Desse nosso desejo e vigor, desenha-se, então, um novo movimento, revisitado, e particularmente nosso, no qual É PRECISO ESTAR ATENTO E FORTE, sempre!

O Grupo de MPB da UFPR ainda realiza ciclo de oficinas de 1/11/2017 à 6/12/2017 no Prédio Histórico da UFPRPraça Santos Andrade . Mais informações clique aqui. Mais sobre o Grupo de MPB da UFPR clique aqui. Confira mais informações sobre É PRECISO ESTAR ATENTO E FORTE – 50 anos de Tropicália no evento clicando aqui.

É PRECISO ESTAR ATENTO E FORTE – 50 anos de Tropicália

Datas: 16, 17, 18 e 19 de novembro de 2017
Local: Teatro da Reitoria – Rua XV de Novembro, 1299 – Centro
Horários: 20h30 (de quinta a sábado) e 19h (domingo)
Classificação: 14 anos
Entrada: gratuita
Direção musical: Cainã Alves
Direção cênica: Léo Moita
Direção de produção: Maithê Lima

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