Eventos e lançamentos Mangá na Gibiteca de Curitiba

Quadrinhos em Curitiba é uma pesquisa de Fulvio Pacheco. O NA-NU apresenta uma breve história dos eventos celebrando o universo Mangá, realizados em parceria com a Gibiteca de Curitiba.

Mangá: inicialmente o termo designava as histórias em quadrinhos no Japão, mas acabou virando sinônimo do estilo de desenho japonês, que tem como característica principal os olhos grandes e a narrativa dinâmica.

Em Março de 1991, Sonia Luyten lançou o livro Mangá – O Poder dos Quadrinhos Japoneses, com apresentação de filme e palestra da autora sobre esse estilo de história em quadrinhos, que efervesceu em 1951, quando Osamu Tesuka lançou o Astro Boy. Segundo Álvaro de Moya (1987), Osamu Tesuka foi o responsável pelo êxito internacional dos personagens japoneses. Ele faliu diversas vezes com seu estúdio de animação, mas nele realizou sucessos, como o Astro Boy e Kimba, o Leão Branco, no qual o Estúdio Disney se inspirou para fazer O Rei Leão. Seu êxito nas animações abriu caminho para suas criações também no setor do mangá, denominação esta sinônima tanto de Histórias em Quadrinhos quanto de gibis no Japão, e usada pela primeira vez pelo cartunista e ilustrador Katsushita Hokusai, em 1814. Todavia foi Tesuka quem começou a estabelecer um padrão, que depois se tornou marca registrada, com narrativa cinematográfica, traços estilizados e olhos grandes e expressivos, inspirados em animações de Walt Disney.

Kimba, o Leão Branco
Astro Boy

A I Mostra de Mangá e Anime, no Centro de Criatividade de Curitiba, aconteceu em junho de 1995, com atividades para crianças, apresentação de vídeos, sorteio de revistas, desenhos, caricaturas, pintura, confecção de cartões. Contou com a presença de dez artistas japoneses e mostrou exposição em conjunto com a ABRADEMI de São Paulo, em comemoração aos 100 anos do tratado de comércio, navegação e amizade entre Brasil e Japão.

Em novembro de 2001 foi implantado o curso específico do estilo mangá, ministrado inicialmente por Fulvio Pacheco e Daniel Souza Gomes, à tarde, e por Adilson Orikassa, pela manhã.

Em 2002 a Gibiteca também ofereceu um wokshop sobre desenho estilo Mangá, com Fulvio Pacheco, e sobre desenho de Super-Heróis,  com Alessandro Mendes Dutra.  O evento todo contou com um público de 2.341 pessoas.

Em fevereiro de 2003, a Gibiteca de Curitiba, em conjunto com os idealizadores do Animeencontro, um evento de Mangá realizado em Curitiba, promoveu a exposição Panorama atual do Mangá em Curitiba, envolvendo alguns produtores  deste estilo de desenho, como  Cláudio Seto, Tako X e Fulvio Pacheco,  Integrantes do Danketsushow (o fã clube de Mangá local), desenhos premiados no Animeencontro durante sua existência e alguns alunos de destaque nos cursos regulares de Mangá da Gibiteca de Curitiba, ministrados por Fulvio Pacheco.

Em 2005 é publicada pela editora de material didático Filosofart, com texto de Alexandre Torrilhas e arte de Fulvio Pacheco e Daniel Souza Gomes, a primeira revista em quadrinhos Mangá local, intitulada Curupira, a Lenda dos Cabelos de Fogo, que conta esta lenda de forma alternativa, visto que nesta versão é uma menina a Curupira. Uma indiazinha que se cria recebendo ensinamentos sobre a mata, através de um pagé, até que se mete num incêndio para salvar os animais e se torna a entidade protetora da natureza. Além de contar a lenda, a revista é paradidática, voltada principalmente para a ecologia.

Você pode continuar lendo a pesquisa de Fulvio Pacheco sobre a história dos Quadrinhos em Curitiba aqui no NA-NU

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